Archive for the ‘Cotidiano’ Category

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão


03 Dez

C’était un rendez vous


07 Ago

Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch adaptou uma câmera na frente de um Ferrari 275 GTB e convidou um piloto profissional de Fórmula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris, de Porte Dauphine, através do Louvre até a basílica de SacreCoeur.

Sem querer polemizar, mas já polemizando. E se alguém morresse na brincadeira? E se todo artista pensasse nisto antes de fazer algo, quanto perderíamos (artisticamente falando)?

Ainda não consegui dizer se aplaudo ou chamo o síndico!

Mas que ficou muito bom ficou!

O gato e a lua


24 Abr

 

Google Art Project


21 Fev

É um projeto bacana que permite acesso a lugares absurdamente interessantes.

Estar em um destes lugares é imcomparavelmente mais fascinante do que vê-los na escrivaniha do quarto na tela de um notebook, mas, se para você, assim como para mim, conhecer o mundo ainda é um bucadinho caro….

http://www.googleartproject.com/

O medo de amar é o medo de ser livre


27 Dez

O medo de amar é o medo de ser
Livre para o que der e vier
Livre para sempre estar
Onde o justo estiver
O medo de amar é o medo de ser
De a todo momento escolher
Com acerto e decisão a melhor direção
O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar
Pra ficar
O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever
Recusar o poder
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz

Beto Guedes e Fernando Brant

Passa o celular


17 Nov

Ser assaltado é uma droga. Hoje, pela primeira vez em 29 anos, fui abordado em São Paulo por um meliante.

Ele simplesmente me abordou e disse educadamente: “- Passa o Celular.”

Apesar de pedir ele mesmo colocou a mão no meu bolso e pegou o aparelho, bem, mais ou menos. Ele não sabia diferenciar o iPod de um celular e acabou levando o player. Não que eu ganhei algo com isso (nem pude rir, apontar e dizer “Que burro da zero pra ele”), afinal o iPod não foi barato. Mas quer saber o mais esquisito da história?

Enquanto o facínora se afastava eu fiquei realmente preocupado foi com as fotos e com o fato de eu usar o pequeno aparelho para acessar meus emails e algumas redes sociais. Em outras palavras o valor financeiro ou mesmo o fato de eu acabar de ter sido abordado por um cidadão violador da lei ficaram em segundo plano. Eu só conseguia pensar: “- Não posso esquecer de mudar minhas senhas”. Meu segundo pensamento foi – “como eu sou burro, como fiquei tanto tempo andando por ai com este aparelho sem uma maldita senha”. Qual o significado disso? (além do fato de eu ser um nerd – mas isso todo mundo já sabe).

O fato é que senhas são chatas nestes aparelhos que usamos o tempo todo. É fato também que a cada dia usamos o celular (mais propriamente os smartphones) mais como pequenos computadores do que como aparelhos de fazer e receber ligações e é preciso que o tratemos com as mesmas precauções também.

PS.: Meu Galaxy S tava no outro bolso e o ladrão não viu!!! Lero, lero…. e sim, já coloquei uma senha nele.

O Analfabeto Político–Bertold Brecht


09 Out

f

 

Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado
Todo homem é um pedaço de um continente, uma parte da terra
Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa de teus amigos ou a tua própria
A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano.
E por isso não perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti.

 

Leiam o post do Sakamoto. Muito bacana: Por Deus! Não estamos elegendo um pastor ou uma freira

Para Maria da Graça


04 Set

Agora que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no país das Maravilhas.

Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.

Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca.

Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: “Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?”.

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. “Quem sou eu no mundo?” Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.

A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: “Estou tão cansada de estar aqui sozinha!” O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.

Somos todos bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.

Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.

A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: “Oh, I beg your pardon!” Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: “Gostarias de gatos se fosses eu? “.

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namoradas, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: “A corrida terminou! Mas quem ganhou?” É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhastes.

Disse o ratinho: “Minha história é longa e triste!” Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance”. Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: “Minha vida daria
um romance!” Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.

Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mais devagar, muito devagar. Quero dizer seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: “Devo estar diminuindo de novo”. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.

E escuta esta parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte: É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor.

Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.

Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: “Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas”.

Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.

Paulo Mendes Campos

TV Cultura vai cortar programas e demitir até 1.400


05 Ago

Depois perguntam porque eu vivo dizendo que está tudo errado! Pensem neste tipo de coisa antes de clicar na teclinha verde!

Tem uma reportagem legal no R7 (Daniel Castro) sobre o tema, vale a pena dar uma lida.

http://noticias.r7.com/blogs/daniel-castro/2010/08/04/bomba-tv-cultura-vai-cortar-programas-e-demitir-1-400/

Peixe Urbano


30 Jul

Acabo de me cadastrar no site Peixe Urbano (http://www.peixeurbano.com.br/sao-paulo). O site é uma versão tupiniquim do Groupon (http://www.groupon.com/miami/), a idéia é bacana e se eu posso conseguir uns descontos legais porque não?

O site diz que, além dos descontos ele oferece um “bônus” para as pessoas que aderirem ao serviço por sua indicação.  Clique aqui para me ajudar.

Pelo que entendi do site, trata-se de algo semelhante a um e-mail marketing, técnica bem comum de propaganda que deixou 90% dos administradores de rede (por muito tempo eu incluso) loucos com a quantidade de emails que passaram a trafegar nas redes que administrávamos. Com o tempo, este tipo de estratégia comercial acabou ficando mal vista por conta dos spammers, seres desprezíveis que enviam e-mails não solicitados para milhares (não raro milhões) de pessoas – Falando sério, num é possível existir tanta gente querendo comprar produtos para “aumentar pênis”.

Por conta dos spammers foram desenvolvidas tecnologias que passaram a bloquear todo e qualquer e-mail que pudesse “parecer” um spam. Com isso, a maioria das empresas deixou de usar o e-mail como parte de sua estratégia de divulgação. Até que começaram a perceber o que para mim é óbvio, que muitas pessoas não ligam de receber ofertas, desde que a empresa faça a gentileza de perguntar se pode enviar. Simples não?

PSOA

Sem música, a vida seria um erro!