O medo de amar é o medo de ser livre

O medo de amar é o medo de ser
Livre para o que der e vier
Livre para sempre estar
Onde o justo estiver
O medo de amar é o medo de ser
De a todo momento escolher
Com acerto e decisão a melhor direção
O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar
Pra ficar
O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever
Recusar o poder
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz

Beto Guedes e Fernando Brant

Nicholas Was…

 

39 Degrees North: Christmas Card 2010 from 39 Degrees North on Vimeo.

Older than sin, and his beard could grow no whiter.
He wanted to die.
The dwarfish natives of the Arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue; conducted incomprehensible rituals when they were not actually working in the factories.
Once every year they forced him, sobbing and protesting, into Endless Night. During the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves’ invisible gifts by its bedside. The children slept, frozen in time.
He envied Prometheus and Loki, Sisyphus and Judas. His punishment was harsher.
Ho. Ho. Ho.

 

Neil Gaiman

Nicholas Era…

Mais velho que o pecado, e sua barba não podia ficar mais branca.
Ele queria morrer.
Os anões nativos das cavernas do Ártico não falavam seu idioma, mas gorjeiavam em sua própria língua; realizavam rituais incompreensíveis quando não estavam trabalhando nas fábricas.
Uma vez por ano, forçavam-no, aos prantos e sob protestos, pela Noite Sem Fim. Durante a jornada, permaneceria ao lado de cada criança no mundo, deixando um dos presentes invisíveis dos anões ao pé da cama. As crianças dormiam, congeladas no tempo. Ele invejava Prometeu e Loki, Sisyphus e Judas. Seu castigo era mais duro.
Ho. Ho. Ho.

 

Neil Gaiman

É isso ai, feliz natal a todos!

Passa o celular

Ser assaltado é uma droga. Hoje, pela primeira vez em 29 anos, fui abordado em São Paulo por um meliante.

Ele simplesmente me abordou e disse educadamente: “- Passa o Celular.”

Apesar de pedir ele mesmo colocou a mão no meu bolso e pegou o aparelho, bem, mais ou menos. Ele não sabia diferenciar o iPod de um celular e acabou levando o player. Não que eu ganhei algo com isso (nem pude rir, apontar e dizer “Que burro da zero pra ele”), afinal o iPod não foi barato. Mas quer saber o mais esquisito da história?

Enquanto o facínora se afastava eu fiquei realmente preocupado foi com as fotos e com o fato de eu usar o pequeno aparelho para acessar meus emails e algumas redes sociais. Em outras palavras o valor financeiro ou mesmo o fato de eu acabar de ter sido abordado por um cidadão violador da lei ficaram em segundo plano. Eu só conseguia pensar: “- Não posso esquecer de mudar minhas senhas”. Meu segundo pensamento foi – “como eu sou burro, como fiquei tanto tempo andando por ai com este aparelho sem uma maldita senha”. Qual o significado disso? (além do fato de eu ser um nerd – mas isso todo mundo já sabe).

O fato é que senhas são chatas nestes aparelhos que usamos o tempo todo. É fato também que a cada dia usamos o celular (mais propriamente os smartphones) mais como pequenos computadores do que como aparelhos de fazer e receber ligações e é preciso que o tratemos com as mesmas precauções também.

PS.: Meu Galaxy S tava no outro bolso e o ladrão não viu!!! Lero, lero…. e sim, já coloquei uma senha nele.

Sociologia e Scrum

Engraçado, se pensarmos bem tudo o que está escrito abaixo não é nada além do óbvio. Mas minha experiência diz que num é bem assim.

The Core Commitments of Scrum:

1. I commit to:

Engage when present, and to know and disclose what I want. what I think, and what I feel;

To always seek effective help;

To decline to offer and refuse to accept incoherent emotional transmissions.

When I have or hear a better idea than the currently prevailing idea, I will immediately either
propose it for decisive acceptance or rejection, and/or explicitly seek its improvement.

I will personally support the best idea regardless of its source, however much I hope an even better idea may later arise, and when I have no superior alternative idea

2. I will seek to perceive more than I seek to be perceived.

3. I will use teams, especially when undertaking difficult tasks.

4. I will speak always and only when I believe it will improve the general results/effort ratio.

5. I will offer and accept only rational, results-oriented behavior and communication.

6. I will disengage from less productive situations when I cannot keep these commitments, and
when it is more important that I engage elsewhere.

7. I will do now what must be done eventually and can effectively be done now.

8. I will seek to move forward toward a particular goal, by biasing my behavior toward action.

9. I will use the Core Protocols (or better) when applicable. I will offer and accept timely and proper use of the Protocol Check protocol without prejudice.

10. I will neither harm—nor tolerate the harming of—anyone for his or her fidelity to these commitments.

11. I will never do anything dumb on purpose.

FONTE: Sociology and Scrum

O Analfabeto Político–Bertold Brecht

f

 

Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado
Todo homem é um pedaço de um continente, uma parte da terra
Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa de teus amigos ou a tua própria
A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano.
E por isso não perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti.

 

Leiam o post do Sakamoto. Muito bacana: Por Deus! Não estamos elegendo um pastor ou uma freira

Pensar fora da caixa

Quando converso sobre como os celulares evoluem rápido sempre falamos em como a tela se tornará mais nítida, em como o touch screen se tornará mais sensível, em como a conexão com a internet será mais rápida. Confesso que minha imaginação ficou presa a certos paradgimas, eu não tinha pensado em extrapolar o aparelho, como o pessoal da Mozilla fez!!!! Muuuito bacana.

 

Zen of Architecture

Não pude ir ao Tech-Ed este ano, apesar da firma me oferecer esta possibilidade (apenas uma tarde é verdade, mas ainda assim eu queria ir). O fato é que eu contrai uma conjuntivite e estou em quarentena até quinta-feira (também conhecida como amanhã). Resolvi então assistir alguns vídeos disponibilizados pela internet.

Para quem não sabe é possivel acessar o conteudo do Tech-Ed  pelo link http://www.msteched.com. Encontrei lá o vídeo abaixo.

 

Get Microsoft Silverlight

Para Maria da Graça

Agora que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no país das Maravilhas.

Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.

Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca.

Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: “Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?”.

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. “Quem sou eu no mundo?” Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.

A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: “Estou tão cansada de estar aqui sozinha!” O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.

Somos todos bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.

Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.

A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: “Oh, I beg your pardon!” Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: “Gostarias de gatos se fosses eu? “.

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namoradas, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: “A corrida terminou! Mas quem ganhou?” É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhastes.

Disse o ratinho: “Minha história é longa e triste!” Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance”. Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: “Minha vida daria
um romance!” Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.

Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mais devagar, muito devagar. Quero dizer seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: “Devo estar diminuindo de novo”. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.

E escuta esta parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte: É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor.

Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.

Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: “Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas”.

Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.

Paulo Mendes Campos

Abrace um programador

Constatações

Sexta eu olhei a minha volta no escritório e sabe o que eu quase não vi? Pessoas com mais de 40 anos. Confesso que fiquei preocupado. Para onde vão os profissionais de informática depois dos 40? Não acredito que existam tantas vagas de líderes, gerentes e outros cargos gerenciais para absorver todo mundo. Ou existem?

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